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24/11/2013

Há espaço para robôs? Eles roubam os empregos dos humanos?

Sim, defendem os cientistas e especialistas ao afirmar que eles possibilitam aos profissionais dar saltos de produtividade. Há, por outro lado, uma corrente que afirma que os robôs estão roubando empregos dos humanos. Quem está certo?

São Paulo - O diretor do Centro para Negócios Digitais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Erik Brynjolfsson, criou uma polêmica que vem repercutindo desde julho entre os maiores especialistas em tecnologia e trabalho do mundo ao afirmar que, nos Estados Unidos, a tecnologia está eliminando empregos em uma velocidade maior do que os está criando.

rynjolfsson afirma que desde a Segunda Guerra Mundial até o ano 2000, o ganho de produtividade teve como consequência o crescimento econômico, que demandou mais profissionais. A partir de 2000, a produtividade continuou aumentando ano após ano, mas a velocidade de criação de novos postos de trabalho diminuiu drasticamente. 
Os robôs, diz Brynjolfsson, tornaram o trabalho humano eficiente a ponto de substituir por completo os profissionais de algumas áreas em serviços financeiros e jurídicos e em atividades na educação e na medicina.
O economista Richard Florida, professor de gestão na Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, e da Escola de Administração de Rotman, em Toronto, Canadá, tem uma visão oposta à de Brynjolfsson. Florida afirma que a tecnologia reduz o preço das mercadorias, gerando uma "economia marginal" para as famílias, um dinheiro extra, que as pessoas vão gastar em diferentes produtos e serviços. Esse gasto em novos produtos e serviços, diz Florida, cria novos empregos. Entre os economistas, no entanto, Florida é minoria.
Tyler Cowen, economista da universidade George Mason, em Washington, afirma que os Estados Unidos e outros países desenvolvidos estão entrando num estágio de grande estagnação, onde os benefícios imediatos dos avanços tecnológicos estão se exaurindo e as taxas de crescimento econômico e em inovação estão caindo. Portanto, é natural que a velocidade de geração de empregos diminua.
 No Brasil, esse debate ainda engatinha, e a substituição do profissional por máquinas é uma realidade, principalmente nos bancos. Em outras áreas, como na medicina, a tecnologia possibilita ganhos de produtividade, que geram novos postos de trabalho.